Arquivo da tag: James Joyce

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Joyce

16 junho, 2016 | Por Isabela Gaglianone

desenho de Brancusi

Hoje, dia 16 de junho, é o famoso Bloomsday, celebrado ao redor de todo o mundo por amantes de James Joyce. É neste dia, em 1904, que o protagonista de seu célebre Ulysses, Leopold Bloom, perambula por Dublin, ao longo das mais de 1.000 páginas da obra.

Em Sim, eu digo sim – Uma visita guiada ao Ulysses de James Joyce, Caetano Waldrigues Galindo, premiado pela tradução de Ulysses [Companhia das Letras, 2012] e profundo conhecedor da obra do autor irlandês, acompanha os meandros dos passos dados por Bloom, Stephen e Molly naquele 16 de junho. Galindo ao mesmo tempo analisa a própria natureza do romance e de alguns dos principais assuntos que o povoam. Sua leitura, erudita e surpreendente, é um guia de leitura agradável e profícuo. E que abre muitas portas inusitadas; Continue lendo →

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Poemas circunstanciais

20 janeiro, 2015 | Por Isabela Gaglianone
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Magritte, “Ceci n’est pas une pomme” (1964)

Pouco se menciona sobre a produção poética de James Joyce. Uma reunião de seus poemas encontra-se no volume cuja tradução no Brasil é Pomas, um tostão cada [sendo, seu título original, Pomes, penyeach], título que mantem a aliteração ressonante do trocadilho entre “poems” – poemas – e “pomes” – pomos, normalmente utilizado em inglês para designar peras e maçãs. Traduzidos para o português por Alípio Correia de França Neto – que também é responsável pelas notas e pela introdução à edição brasileira –, os poemas foram reunidos e publicados pela primeira vez em 1927.

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Literatura

A catá-la acatá-la casá-la acamá-la e encarná-la

25 junho, 2014 | Por Isabela Gaglianone

Finn’s Hotel, ótimo lançamento da Companhia das Letras, reúne textos desconhecidos do irlandês James Joyce. O livro é composto por onze fábulas em cerca de cem páginas. A tradução brasileira foi feita por Caetano Galindo, especialista na obra do autor, responsável também pela tradução de Ulysses, publicado pela Penguin-Companhia em 2012. De acordo com Galindo, Finn’s Hotel é um interessante texto, que funciona como um “elo perdido” entre a linguagem de Ulysses e Finnegan’s Wake.

O manuscrito, descoberto no início dos anos 1990, causou alvoroço entre os estudiosos de James Joyce. Encontrado em meio aos papéis e anotações do escritor, Finn’s Hotel foi anunciado como embrião daquele que seria o mais enigmático dos livros do irlandês, o caudaloso Finnegans Wake. Uma longa briga judicial privou os leitores de acesso ao texto até agora, mais de duas décadas depois de sua aparição.

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Literatura

Irlanda, Ilha dos Santos e Sábios

2 maio, 2014 | Por Isabela Gaglianone

De Santos e Sábios é uma reunião de textos estéticos e políticos do escritor James Joyce, organizada por Sérgio Medeiros e Dirce Waltrick do Amarante.

Segundo Medeiros, o livro busca revelar o “Joyce ‘ilícito’ do pós-modernismo” e compreender o “grande barulho estético, e político”, produzido por Ulysses e Finnegans Wake.

Para esta edição, quatro tradutores debruçaram-se sobre o livro The Critical Writings (1959), editado por Ellsworth Mason e Richard Ellman, e ainda utilizaram, como referência e apoio, o livro Occasional, Critical and Political Writing, buscando assim discutir as relações entre os ensaios de Joyce e sua obra ficcional.

Cada um dos tradutores escreveu uma pequena introdução crítica aos textos, que Joyce escreveu entre 1896 – quando tinha nada mais que 14 anos – e 1937. Os textos são dispostos no volume em ordem cronológica, o que permite o acompanhamento da evolução da prosa e do pensamento de Joyce.

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