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história

Pode um cristão ser comerciante e senhor de escravos?

2 maio, 2017 | Por Isabela Gaglianone

“[…] chegados aos nossos portos os navios de Guiné, devem ser examinados a respeito dos escravos que trouxerem, e os que se achar serem tomados, como o deviam ser, isto é, com averiguação e certeza de serem legitimamente cativados, devem ficar, como tais, no domínio de seus donos; e pelo contrário, os que se achar serem tomados como não o deviam ser, isto é, sem certeza e averiguação de que fossem legitimamente cativos, devem, como ingênuos, ser havidos por livres” – Manoel Ribeiro Rocha.

A Editora Unesp acaba de republicar a obra Etíope resgatado, empenhado, sustentado, corrigido, instruído e libertado, do padre jesuíta Manoel Ribeiro Rocha, originalmente publicada em 1758. Manoel Ribeiro Rocha, lusitano radicado em Salvador, procura uma “maneira cristã de tratar os escravos”, desde sua compra até sua libertação. Tentava, com a obra, encontrar um caminho conciliatório entre prática ignominiosa da escravidão, sustentáculo da economia colonial, e a pacificação da consciência daqueles que comercializavam e mantinham os cativos.

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história

Joaquim Nabuco: Brasileiro, Cidadão do Mundo

18 agosto, 2009 | Por admin

Este é o título da exposição que será aberta amanhã no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, em homenagem aos 160 anos de nascimento de Joaquim Nabuco.

Nabuco é conhecido como um personagem histórico de vida aparentemente paradoxal, como fica evidente na descrição de Angela Alonso em seu Joaquim Nabuco, da Cia. das Letras: “Os funerais de Nabuco narraram sua vida ao contrário, revelando suas múltiplas identidades. Ele gostava de se referir às duas faces de Jano, uma mirando o passado; outra o futuro. A imagem lhe serve perfeitamente. Vivendo numa era de mudanças, expressou-a existencialmente, oscilando entre a devoção à sociedade aristocrática e o empenho em reformas modernizadoras, que fatalmente a destruiriam. Foi simultaneamente cortesão frívolo, apegado à boa vida, e um corajoso homem público, golpeando autoridades políticas e hierarquias sociais. No estilo de vida, no ativismo político, na prática intelectual, equilibrou-se entre reforma e tradição.”

Além da reconhecida atuação política, Joaquim Nabuco também escrevia. Publicou, além do famoso O Abolicionismo, uma série de artigos no Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro, analisando o mandato do presidente chileno José Manuel Balmaceda no fim do século XIX. Essa coletânea de artigos foi reunida e publicada em forma de ensaio (Balmaceda – A revolução chilena de 1891) pela Cosac Naify na coleção Prosa do Observatório, dirigida por Davi Arrigucci Jr.

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