Arquivo da tag: Georges Didi-Huberman

matraca

Quando as imagens tomam posição

11 outubro, 2017 | Por Isabela Gaglianone

Para saber é preciso tomar posição. Gesto nada simples. Tomar posição é situar-se pelo menos duas vezes, em pelo menos duas frentes que toda posição comporta, pois toda posição é, fatalmente, relativa.

Hannah Höch, colagem, 1919

A figura do poeta e dramaturgo Bertolt Brecht serve de guia para Georges Didi-Huberman caminhar por entre as encruzilhadas da estética no século XX, através de uma reflexão que perpassa temas como a guerra, o exílio, as vanguardas estéticas e o nascimento da indústria cultural e apresenta questionamentos de romancistas, poetas, filósofos e artistas, para refletir acerca do lugar da imagem e das condições de uma possível política da imaginação. O olho da história [L’oeil de l’histoire], é composto por cinco volumes publicados entre 2009 e 2015. Traduzido por Cleonice Paes Barreto Mourão, o primeiro volume, Quando as imagens tomam posição, acaba de ser publicado pela Editora UFMG.

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Guia de Leitura

Livros que desdobram conceitualmente o ato de ver

1 abril, 2015 | Por Isabela Gaglianone

O que se vê; como interpretamos o que vemos; o que a intermediação visual-cognitiva implica no modo de conhecimento.

Sociologia, fenomenologia, semiologia, história, teoria da arte: uma série de ciências desdobraram o ato de ver para questionarem o que, enquanto relação do homem com o mundo e condição de seus enunciados, ele pode revelar.

 

Jacques Derrida, “Pensar em não ver”

O livro Pensar em não ver: escritos sobre a arte do visível, do filósofo francês Jacques Derrida, reúne textos que foram produzidos ao longo de vinte e cinco anos, de 1979 a 2004, que configuram-se como testemunhos da reflexão sobre o primado filosófico do visível na arte, deslocada para questões de língua.

Ao colocar em questão a inteligibilidade da arte, Derrida a inscreve, junto com o visível de maneira geral, no centro de suas preocupações sobre a escrita, tematizando a idiomaticidade da arte. São, pois, mais do que reflexões sobre as artes visuais, investigações sobre a própria questão do que é visível que Derrida tece ao longo destes ensaios. O filósofo trata o visível como suporte de contrapontos entre o sensível e o inteligível, o luminoso e o obscuro.

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