gaza

Dia do Jornalista – contra as atitudes burlescas de Israel

29 janeiro, 2009 | Por admin

Venho convocar todos os jornalistas a manifestarem-se hoje, dia do jornalista, 29 de janeiro de 2009, contra a atitude burlesca de Israel de impedir a entrada da imprensa internacional na Faixa de Gaza.

A ONG inglesa Artigo XIX, batizada em homenagem ao artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que versa sobre o direito de liberdade de expressão do ser humano, expressa em seu site:

“O Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) adotada em 1948 afirma que:

Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.

O Artigo 19 da DUDH cria o direito de liberdade de opinião e de expressão. E parte deste direito é a liberdade para ´procurar, receber e difundir informação´.”

O futuro do jornalismo cultural impresso vem sofrendo inúmeras baixas nos últimos anos. Lembro, com pesar, da extinção do suplemento literário da Folha de São Paulo, descontinuado em 2001, chamado Jornal de Resenhas. Publicou 1200 resenhas de mais de 500 colaboradores escolhidos por suas áreas de especialização. Nós aqui no Brasil tivemos, além do Jornal de Resenhas, dois grandes periódicos culturais que foram a Revista Clima, dos anos 1940, e o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, no final da década de 1950 – responsável pelo lançamento do manifesto neo-concreto, em 1959.

No âmbito internacional, recebemos ontem a notícia de que o suplemento literário dominical do Washington Post irá terminar em fevereiro: http://30porcento.com.br/blog/?p=378

Resta saber se a internet é capaz – e, na minha opinião, ainda não é – de absorver e estimular todo este material crítico que se esvai, sem que ele se perca no meio da inundação de informações nas quais estamos afogando nosso juízo.

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Literatura

127º aniversário de nascimento de Virginia Woolf

28 janeiro, 2009 | Por admin

Esta semana marca as comemorações do 127º aniversário de nascimento de Virginia Woolf. A especialista na autora e autora do livro “Virginia Woolf: Feminismo e o Leitor”, Anne Fernald, deu uma entrevista ao Los Angeles Times, que traduzo abaixo, em 7 perguntas:

Jacket Copy: Eu nunca li Virginia Woolf. Por onde começo?

Anne Fernald: Há muitas maneiras de se começas Woolf. Se você está interessando em ficção experimental, então leia “As Ondas”, seu texto mais experimental – e talvez o mais difícil -, pode ser um bom ponto de saída. Ele acompanha 6 amigos da infância até a meia idade, todos em monologos interiores – você desliza, como ondas, dentro e fora dos pensamentos de Rhoda, Jinny, Susan, Neville, Louis (baseado em T. S. Eliot, de St. *Louis*! ha), e Bernard.

Mas se você prefere romances autobiográficos, então “Rumo Ao Farol” é um adorável ponto de partida. O romance mais autobiográfico de Woolf, descreve uma grande família Vitoriana em férias de verão e mapeia os impactos da Primeira Guerra Mundial e outros eventos da vida através dos anos. Ele possui o melhor personagem-artista de Woolf: Lily Briscoe, uma pintora frustrada.

Para uma completa perfeição de prosa, eu amo “Um Quarto Só Para Si”, sua obra-prima feminista de 1929. É um grande manifesto para todos os escritores: a necessidade tanto de privacidade e da capacidade de vagar tranquilamento no mundo. Mas eu amo ele por suas sentenças maravilhosas, suas gloriosas metáforas, o modo esplêndido como suas peças se encaixam todas juntas para formar uma sinfonia.

No geral, para mim, sua obra-prima é “Mrs. Dalloway”. Há muito pelo que não se gostar do personagem principal, a anfitriã dando uma festa (ronco), mas Woolf sabe disso e ensina-lhe a gostar dela apesar dos defeitos de Clarissa. É uma livro impressionante e um dos melhores tratamentos para shellshock que eu conheço.

As outras perguntas são (talvez eu traduza hoje a noite):

2. Quais autores você compararia com o trabalho de Woolf – James Joyce? William Burroughs? Alguém completamente diferente?

3. Qual você acha que é o lugar de Woolf na história da literatura?

4. O que a levou, a princípio, ao trabalho de Virginia Woolf?

5. Você acha que a atração a Woolf é dividida entre os sexos – as mulheres tendem a responder mais a seu trabalho que os homens?

6. Fordham vai dar uma grande conferência sobre Woolf este ano. Quais são os estudos mais interessantes sobre Woolf hoje em dia?

7. Você viu “As Horas”, com Nicole Kidman interpretando Virginia Woolf? O que achou?

matéria original: http://latimesblogs.latimes.com/jacketcopy/2009/01/virginia-woolf.html

Livros de Virgínia Woolf

Contos Completos - Virginia Woolf
Contos Completos – Virginia Woolf. Cosac Naify, por R$ 46,20 na 30PorCento.

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Últimas

Suplemento Literário do Washington Post

28 janeiro, 2009 | Por admin

“Ainda não foi oficialmente anunciado, mas pessoas que trabalham lá dentro nos disseram, “É oficial. A última edição do Book World será impressa na edição de 15 de fevereiro de 2009. A partir daí, o conteúdo será dividido entre a sessão Outlook (ponto de vista) e a Style & Arts aos domingos. Resenhas de livros diárias no Style ainda vão continuar. Promete-se que haverá 4 páginas adicionais na seção Outlook para cobertura de livros e uma página adicional em Style & Arts. Isto é o equivalente a 12 páginas de tablóide. (A Book World tinha 16 páginas.) As resenhas de Jonathan Yardleys aparecerão no Outlook. As do Michael Dirda no Style. O corpo de funcionários do Book World será mantido sob a coordenação editorial de Rachel Shea.”

Acabei de receber esta notícia, via Twitter, de que o Suplemento Literário Dominical do Washington Post não vai mais ser publicado.

O texto original: http://bookcritics.org/blog/archive/wapo_update_3/

Não sei se alguém aqui costumava ler a folha há uns 5 anos atrás. Mas nós tinhamos, todo sábado, um suplemento literário chamado Caderno de Resenhas. Tinha um projeto gráfico espetacular, o título e as ilustrações eram do famoso artista mineiro Amilcar de Castro, e o corpo editorial era formado pelo pessoal da Filosofia da USP. É terrível ver essas coisas sumindo. Mesmo com o advento da internet, não há como substituir nada que produza informações de altíssima qualidade.

Fica aqui o meu desgosto por mais um suplemento que morre.

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Literatura

The Abbey Library of St. Gall – Manuscritos Medievais

28 janeiro, 2009 | Por admin

Encontrei esta matéria na Melville House Publishing, de New Jersey, nos EUA: A famosa biblioteca de manuscritos medievais, The Abbey Library of St. Gall, está montando uma biblioteca virtual com todos os 400 textos e manuscritos de valor inestimável, datados de antes de 1000 DC. O programa, cujo nome é “Codices Electronici Sangallenses”, já disponibilizou 251 manuscritos. Eles estão atualizando e extendendo o acesso com frequência em seu website: http://www.cesg.unifr.ch/en/index.htm

A livraria existe, de maneira ininterrupta, há mais de 1200 anos. De acordo com o website: “É a única grande biblioteca de monastério medieval que ainda existe em seu lugar de origem.”

Por exemplo, este maravilhosos manuscrito de uma Bíblia do tempo de Hartmut, Vice-Abade de 850-872 e Abade de 872-883, contendo livros do Velho Testamento Old Testament:

Manuscrito Medieval - Abade Harmut, 880 DC

Manuscrito Medieval - Abade Harmut, 880 DC

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Literatura

Obama e Moby-Dick

27 janeiro, 2009 | Por admin

Após ler o artigo Obama dá força para a literatura, por Antonio Gonçalves Filho sobre a preferência literária do presidente norte-americano pelo livro de Melville, deparei-me com um outro artigo da professora do MIT, Wyn Kelley, que analisa mais profundamente o que Obama pode ter aprendido lendo Moby Dick. Eis a parte que interessa, traduzida:

“Moby-Dick? Dificilmente alguém associaria Obama com o Capitão Ahab, um homem de paixão furiosa determinado à vingança. Ele também não assemelha-se à Ismael. Com vocação para orador como o narrador de Melville, Obama, não obstante, assumiu uma liderança política, enquanto Ishmael prefere o papel de observador.

Talvez ele seja o príncipe de uma ilha, como Queequeg? Sim, ele vem de um ilha distante do Pacífico, mas Obama tomou seu lugar na sociedade Americana como Queequeg nunca o fez. Ele tem, como Bulkington, uma alma que pode “manter a independência aberta de seu mar”? Talvez seja muito cedo para dizer.

Uma possível resposta aparece no livro de Obama, Dreams from My Father. Ao ponderar sobre seu antigo fracasso quando trabalhava como organizador de comunidades em Chicago, Obama descreve-se como “o primeiro imediato em um barco afundando” (166). Chamem-me de Starbuck?

Ismael descreve Starbuck como um “homem ambicioso e determinado.” Ele admira seu valor: “Olhando em seus olhos podia-se ver as imagens que ainda restavam dos perigos severos que ele enfrentou durante a vida.” Ismael presta homenagem à sua “dignidade venerável”, a qual ele associa com o “espírito justo de igualdade, que espalhou um manto real de humanidade sobre todos da minha espécie!”

Starbuck, porém, afunda com o Pequod. Obama tomou o leme do que ele via como um “barco afundando” e guiou-o para Washington.

Analisando mais a fundo, nós podemos concluir que Obama é menos parecido com os personagens humanos de Melville do que com as baleias, que mantém seu equilíbrio em diversas e extensas regiões. “Ó, homem!” diz Ismael, “modele-se conforme as baleias!…Fique tranquilo no equador; mantenha seu sangue fluindo nos Pólos….como a grande baleia, preserve, Ó homem! em todas as estações, a sua própria temperatura.” Talvez nosso novo presidente possua a “rara probidade da forte vitalidade individual, a rara eficiência das paredes grossas, e a rara virtude da imensidão interior” das baleias, para resistir aos perigos da natureza — ou da política Norte Americana.”

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Artes Plásticas

O ano no MASP

27 janeiro, 2009 | Por admin

O Masp tem um ano ambicioso pela frente, que terá a fotografia espanhola de Manoel Vilariño em maio, Vik Muniz em abril, Vera Chaves em agosto e um recorte da coleção de quase 4 mil obras do Centro Galego de Arte Contemporânea em outubro. Em novembro, esculturas de Rodin serão cotejadas com suas fotografias originais, numa mostra que virá do Museu Rodin.

fonte: Estadão

Confira as resenhas de todas as exposições do Museu de Arte de São Paulo aqui neste blog.

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Artes Plásticas

Hymenaeus Travestido Durante Um Sacrifício a Príapo de Poussin

27 janeiro, 2009 | Por admin

Pra quem leu a matéria no Estadão sobre o restauro da maior obra de Poussin, que o Masp anunciou em parceria com o Centro de Pesquisa e Restauração dos Museus da França (C2RMF), o Museu do Louvre e a Escola de Belas Artes da UFMG, e não conseguiu achar uma reprodução da obra:

Hymenaeus Travestido Durante Um Sacrifício a Príapo

Hymenaeus Travestido Durante Um Sacrifício a Príapo, de Poussin

Regina Costa Pinto Moreira, restauradora de renome e de vasta experiência, que será a responsável pela restauração:

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gaza

Faixa de Gaza: O verdadeiro alvo, por Vladimir Safatle

27 janeiro, 2009 | Por admin

O periódio online Trópico publicou no último dia 24 um artigo do professor de filosofia da USP, Vladimir Safatle, entitulado “O verdadeiro alvo: afinal de contas, quem exatamente o governo de Israel quer atacar, quando avança sobre a Faixa de Gaza?”.

Safatle argumenta que o maior problema desse assunto não é sua urgência, e sim seu bloqueio, “encontramos todos os dias artigos e mais artigos sobre o problema. Mas a grande maioria está bloqueada pela profusão infindável de preconceitos toscos, assim como amálgamas intelectualmente desonestos e apressados, produzidos por ambos os lados.” Basta ter acompanhado a profusão propagandista-ideológica no Twitter nos dias da invasão terrestre israelense.

O artigo continua indagando-se se “o argumento do direito de auto-defesa é consistente?”, e logo o refuta com “este direito não pode ser aplicado quando se trata de ações referentes à gestão de um território ocupado ilegalmente.” Fica claro que a arbitrariedade da auto-defesa é um instrumento simples da legitimação da intervenção militar.

À “Gênese do fundamentalismo islâmico popular” cabe a pergunta “como um grupo como o Hamas, com um programa minoritário no início dos anos 90, transformou-se hoje no partido mais popular da Palestina? Uma popularidade que irá aumentar significativamente após este conflito, tal como aconteceu com o Hizbollah.” Safatle argumenta que “cada palestino morto significa a consolidação de um sentimento de humilhação e descrença em relação à negociação política. E o que é expulso do campo simbólico da política retorna sob a forma de violência real. Por sinal, esta foi a equação que sempre alimentou o Hamas e que continuará a alimentá-lo. Pois não se destrói um grupo armado aumentando seu apoio popular.”

Safatle condena as palavras do filósofo alemão Robert Kurz, de que a “‘esquerda pós-moderna(?)’ estaria disposta a identificar-se com a administração autoritária da crise mundial (do capitalismo), aceitando como inevitável a guerra islâmica contra os judeus, como se ela fosse um mero flanqueamento ideológico”. Em primeira pessoa, ele responde: “não há compromisso possível entre a esquerda e um grupo claramente antissemita e reacionário. Ao contrário, ele representa tudo aquilo contra o qual lutamos, já que foi a esquerda que elevou o antissemitismo a um dos crimes mais inaceitáveis.”

A partir deste momento, o artigo entra no mérito de seu título: “A direita israelense é o grande sócio do Hamas porque, graças a este, ela consegue atingir seu verdadeiro alvo: os judeus esquerdistas, anticomunitaristas e pacifistas de Israel e do mundo, que sempre criticaram duramente e com os melhores argumentos a situação nos territórios ocupados.”

E, após a argumentação sobre o panorama político interno israelense, conclui, com uma certa beleza, a favor da criação do estado binacional como única solução positiva: “neste caso, devemos dizer claramente: nenhum povo tem direito a ter um Estado, pois o ímpeto fundamental do Estado moderno é a dissociação radical entre Estado, nação e povo (…) Cabe a dois povos igualmente vítimas do exílio, do desterro, da perseguição e da humilhação a tarefa de ser fiel a essa experiência histórica comum e transformá-la na mola mestra de um novo momento de criatividade política. Com a inteligência que transforma sofrimento em criação, diremos: o exílio é nossa verdadeira força.”

fonte: Revista Trópico

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Literatura

Caligramas, de Appollinaire + Almanaque Tipográfico Brasileiro

26 janeiro, 2009 | Por admin

Dois novos e belos lançamentos da Ateliê Editorial : Caligramas, do poe­ta francês Guillaume Apollinaire, escritos durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e Almanaque Tipográfico Brasileiro, organizado por Carlos M. Horcades, uma reunião de artigos, curiosidades, brincadeiras e jogos, abordando diversos aspectos do campo da tipografia.

  • Caligramas


    autor: Guillaume Appolinaire
    editora: ATELIE
    preco: De R$64.0 Por R$44.8

    release: Há algo de infantil no caligrama, e disso não escapam os Caligramas do poe­ta francês Guillaume Apollinaire, escritos durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e publicados em 1918. De fato, o caligrama, por ser escrita-imagem (uma mistura de caligrafia e ideograma), lembra os primeiros passos voltados para a alfabetização, quando a criança desenha e, gradativamente, introduz nos seus desenhos letras, e depois palavras. Entretanto, longe de voltar para uma certa ingenuidade que remeteria ao desejo de uma inocência perdida, o caligrama possui o inigualável poder de erupção.

  • Almanaque Tipográfico Brasileiro


    autor: Carlos M. Horcades (org.)
    editora: ATELIE
    preco: De R$60.0 Por R$42.0

    release: Esta é uma divertida reunião de artigos, curiosidades, brincadeiras e jogos, abordando diversos aspectos do campo da tipografia. Indo do grafite à caligrafia e passando por dingbats, alfabetos pouco ortodoxos e palimpsestos, tudo aparece nas páginas deste almanaque.

fonte: RSS feed de lançamentos da Livraria 30PorCento

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Literatura

2008 Prêmio National Book Critics Circle

26 janeiro, 2009 | Por admin

A National Book Critics Circle, fundada em 1974, é uma organização sem fins lucrativos interessada em exaltar a literatura de qualidade e a comunicação sobre interesses em comum.

O cerne das atividades da NBCC é o prêmio anual para os melhores livros, divididos em 6 categorias: autobiografia, biografia, crítica, ficção, não-ficção e poesia. (Veja os ganhadores do ano passado: http://bookcritics.org/awards)

Os concorrentes deste ano foram anunciados no último sábado, dia 24 de janeiro, e, como sempre, conta com nomes completamente desconhecidos para nós do Brasil:

http://bookcritics.org/blog/archive/2008_nbcc_finalists_announced/

A única restrições para se tornar um membro da NBCC é: aceitamos pessoas de qualquer nacionalidade, desde que você esteja trabalhando como crítico literário em alguma publicação Norte-Americana. “Se você resenha livros aqui (EUA), você é bem-vindo.”

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Literatura

Suplemento de Resenhas da N+1

26 janeiro, 2009 | Por admin

A revista n+1 é uma publicação semestral de política, literatura e cultura. A edição atual é a de número 7, disponivel na Amazon.com, ou em livrarias de Moscou, Berlim, Frankfurt, Paris, Pequim e Istambul. O site da revista é atualizado pelo menos uma vez por semana, usualmente às Segundas.
Edição 7 da revista N+1

A grande notícia é que a revista lançou a N1BR, abreviação para n+1 Book Review, que é o suplemento de resenhas da revista. “Publicamos resenhas da nova literatura bimensalmente, no site: nplusonemag.com/n1br

O editorial do suplemento pode ser lido neste endereço:
http://www.nplusonemag.com/n1br-letters. Se alguém precisar que ele seja traduzido do inglês, avise.

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Últimas

Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM

21 janeiro, 2009 | Por admin

Foi publicado no Diário Oficial da União de hoje, 21 de janeiro de 2009, que o Presidente da República sancionou a Lei nº 11.906 que cria o Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, vinculada ao Ministério da Cultura, além de criar 425 (quatrocentos e vinte e cinco) cargos efetivos do Plano Especial de Cargos da Cultura, criar Cargos em Comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS e Funções Gratificadas, no âmbito do Poder Executivo Federal, e dá outras providências.

A criação do instituto acontece numa época em que todos temos na memória o ano conturbado que foi 2008 para algumas instituições artísticas brasileiras: os roubos do MASP e da Pinacoteca, a polêmica orçamentária da Bienal do Vazio de São Paulo, as pichações – criminosas ou não – da galeria Choque Cultural e etc.

O Art. 3º da Lei versa sobre as finalidades do Ibram; eis as principais:

I – promover e assegurar a implementação de políticas públicas
para o setor museológico, com vistas em contribuir para a organização, gestão e desenvolvimento de instituições museológicas e
seus acervos;

III – incentivar programas e ações que viabilizem a preservação, a promoção e a sustentabilidade do patrimônio museológico
brasileiro;

V – promover o estudo, a preservação, a valorização e a divulgação do patrimônio cultural sob a guarda das instituições museológicas, como fundamento de memória e identidade social, fonte de investigação científica e de fruição estética e simbólica;

VI – contribuir para a divulgação e difusão, em âmbito nacional e internacional, dos acervos museológicos brasileiros;

VII – promover a permanente qualificação e a valorização de
recursos humanos do setor;

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Últimas

Manifesto: Ciclista morre em São Paulo

15 janeiro, 2009 | Por admin

Da Folha Online: a ciclista Márcia Regina de Andrade Prado, 40, foi atropelada ontem, 14 de janeiro de 2009, por um ônibus na Avenia Paulista, que trafegava no sentido Consolação, por volta das 11h50. Às 15h50, a perícia não havia sido realizada, de acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que interditou o local.

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas não chegou a tempo de socorrer a vítima, que morreu no local. As circunstâncias do acidente não foram informadas pela CET.

Homenagem à ciclista Márcia Regina de Andrade Prado, atropelada na Avenida Paulista

Manifesto dos Invisíveis

Motorista, o que você faria se dissessem que você só pode dirigir em algumas vias especiais, porque seu carro não possui airbags? E que, onde elas não existissem, você não poderia transitar?

Para nós, cidadãos que utilizam a bicicleta como meio de transporte, é esse o sentimento ao ouvir que “só será seguro pedalar em São Paulo quando houver ciclovias”, ou que “a bicicleta atrapalha o trânsito”. Precisamos pedalar agora. E já pedalamos! Nós e mais 300 mil pessoas, diariamente. Será que deveríamos esperar até 2020, ano em que Eduardo Jorge (secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo) estima que teremos 1.000 quilômetros de ciclovias? Se a cidade tem mais de 17 mil quilômetros de vias, pelo menos 94% delas continuarão sem ciclovia. Como fazer quando precisarmos passar por alguma dessas vias? Carregar a bicicleta nas costas até a próxima ciclovia? Empurrá-la pela calçada?

Ciclovia é só uma das possibilidades de infra-estrutura existentes para o uso da bicicleta. Nosso sistema viário, assim como a cidade, foi pensado para os carros particulares e, quando não ignora, coloca em segundo plano os ônibus, pedestres e ciclistas. Não precisamos de ciclovias para pedalar, assim como carros e caminhões não precisam ser separados. O ciclista tem o direito legal de pedalar por praticamente todas as vias, e ainda tem a preferência garantida pelo Código de Trânsito Brasileiro sobre todos os veículos motorizados. A evolução do ciclismo como transporte é marca de cidadania na Europa e de funcionalidade na China. Já temos, mesmo na América do Sul, grandes exemplos de soluções criativas: Bogotá e Curitiba.

Não clamamos por ciclovias, clamamos por respeito. Às leis de trânsito colocam em primeiro plano o respeito à vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns motoristas. Estes motoristas felizmente são minoria, mas uma minoria que assusta e agride.

A recente iniciativa do Metrô de emprestar bicicletas e oferecer bicicletários é importante. Atende a uma carência que é relegada pelo poder público: a necessidade de espaço seguro para estacionar as bikes. Em vez de ciclovias, a instalação de bicicletários deveria vir acompanhada de uma campanha de educação no trânsito e um trabalho de sinalização de vias, para informar aos motoristas que ciclistas podem e devem circular nas ruas da nossa cidade. Nos cursos de habilitação não há sequer um parágrafo sobre proteger o ciclista, sobre o veículo maior sempre zelar pelo menor. Eventualmente cita-se a legislação a ser decorada, sem explicá-la adequadamente. E a sinalização, quando existe, proíbe a bicicleta; nunca comunica os motoristas sobre o compartilhamento da via, regulamenta seu uso ou indica caminhos alternativos para o ciclista. A ausência de sinalização deseduca os motoristas porque não legitima a presença da bicicleta nas vias públicas.

A insistência em afirmar que as ruas serão seguras para as bicicletas somente quando houver milhares de quilômetros de ciclovias parece a desculpa usada por muitos motoristas para não deixar o carro em casa. “Só mudarei meus hábitos quando tiver metrô na porta de casa”, enquanto continuam a congestionar e poluir o espaço público, esperando que outros resolvam seus problemas, em vez de tomar a iniciativa para construir uma solução.

Não podemos e não vamos esperar. Precisamos usar nossas bicicletas já, dentro da lei e com segurança. Vamos desde já contribuir para melhorar a qualidade de vida da nossa cidade. Vamos liberar espaços no trânsito e não poluir o ar. Vamos fazer bem para a saúde (de todos) e compartilhar, com os que ainda não experimentaram, o prazer de pedalar.

Preferimos crer que podemos fazer nossa cidade mais humana, do que acreditar que a solução dos nossos problemas é alimentar a segregação com ciclovias. Existem alternativas mais rápidas e soluções que serão benéficas a todos, se pudermos nos unir para construirmos juntos uma cidade mais humana.

A rua é de todos. A cidade também.

*Este texto coletivo, que cirulou por listas de email, foi assunto de chats e conversas, recebeu centenas de alterações não é uma versão conclusiva nem estática. Como disse um dos autores, talvez nunca existirá uma versão definitiva. Mas a análise e a opinião destes especialistas empíricos sobre as ruas da capital merece ser escutada.

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cinema

“Eu e Crocodilos”, de Marcela Arantes

15 janeiro, 2009 | Por admin

O Festival de Cinema Independente de Sundance (que, segundo um artigo no uol, celebra uma cinematografia, em tese, à margem da indústria), começa hoje e contém 2 produções nacionais entre os concorrentes. Sobre o longa Carmo, uma co-produção entre Brasil, Espanha e Polônia, você pode ler a respeito no Blog da Redação de Cinema do UOL.

Já o outro concorrente brasileiro, o curtametragem Eu e Crocodilos, poderá ser explorado com mais profundidade aqui neste Blog, pois o filme está disponível para ser assistido online: “Eu e Crocodilos“.

O filme foi inspirado na poesia contemporânea da inglesa Susan Wicks – desconhecida no Brasil, como de praxe -, baseado no poema “On Being Eaten By a Snake” – publicado no livro Open Diagnosis, de 1994 -, que pode ser lido abaixo:

On being eaten by a snake

Knowing they are not poisonous
I kneel on the path to watch it
between poppies, by a crown of nasturtiums,
the grey-stripe body almost half as long
as my own body, the formless black head
rearing, swaying, the wide black lips seeming
to smile at me. And I see
that the head is not a head,
the slit I have seen as mouth
is not a mouth, the frilled black under-lips
not lips, but another creature dying: I see
how the snake’s own head is narrow and delicate,
how it slides its mouth up and then back
with love, stretched to thin shapelessness
as if with love, the sun stroking
the slug’s wet skin as it hangs
in the light, resting, so that even the victim
must surely feel pleasure, the dark ripple
of neck that is no neck lovely
as the slug is sucked backwards
to the belly that is not belly, the head
that is merely head
shrinking to nameable proportions.

*fonte: The Guardian, 5 de março de 2000, “Books: The Sunday Poem – No. 59 Susan Wicks”

“Eu e Crocodilos”, com Giulia Amorim, Bia Barbosa, Patricia Soares, Victor Mendes, Ronny Kriwat e Theo Nogueira. Direção e Roteiro: Marcela Arantes © Kns Produções.

Susan Wicks

O site da Livraria Cultura possui apenas dois livros da autora disponíveis para compra, e ambos levam 6 semanas para chegarem ao consumidor. São eles, DE-ICED e NIGHT TOAD.

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lançamentos

Mulheres brasileiras imigrantes na Holanda

14 janeiro, 2009 | Por admin

“Depois de visitar a Holanda algumas vezes, Luciane Pinho de Almeida ficou bastante intrigada ao observar que o grupo de brasileiras que viviam naquele país aumentava e decidiu investigar a razão disso.”

A editora UNESP é conhecida por possuir publicações dos mais variados assuntos, pois edita principalmente pesquisas acadêmicas. O último lançamento que recebemos hoje através do boletim que a editora envia por email trata, por um lado, de uma análise sociológica da vida na sociedade holandesa, e também de um diagnóstico antropológico, através de entrevistas, da vida das imigrantes brasileiras.

Para além das nossas fronteiras: mulheres brasileiras imigrantes na Holanda.

O livro examina as relações entre a globalização e as correntes migratórias, o mercado regularizado de prostituição
e as dificuldades com a língua e o clima.

A autora, Luciane Pinho de Almeida, é professora nos cursos de Serviço Social e Pedagogia e diretora de Assuntos Comunitários da Serviço Social e Pedagogia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), e doutora em Serviço Social pela Unesp.

Na Internet

 
No blog da Daniela Alves, cujo subtítulo é: base de dados sobre o tráfico da vida humana, há a seguinte informação: “as principais rotas do tráfico de brasileiras para os Países Baixos partem da região amazônica, com escala no Suriname, país que faz fronteira com os estados do Pará e Amapá. Um relatório da ONG Fórum da Amazônia Oriental revela que das 241 rotas de tráfico de seres humanos identificadas no Brasil, 76 passam pela região Norte.”

Apesar da prostituição ser uma profissão legalizada na Holanda, os atos criminosos estão relacionados à imposição da prostituição das imigrantes ilegais e o estelionato, como mostra uma reportagem de outubro de 2008, do Globo: Polícia da Holanda prende três acusados de obrigar brasileiras a se prostuírem

No site do Consulado-Geral do Brasil em Roterdã, http://www.brazilianembassy.nl, há uma lista de instituições que prestam apoio social e psicológico a mulheres brasileiras. São elas: Basisberaard Rijnmond, Dona Daria, Fundação contra o tráfico de mulheres (Stichting tegen Vrouwenhandel) e o Instituto de Psiquiatria Intercultural (I-Psy).

Por fim, um site com informações diversas sobre a população brasileira na Holanda é: http://www.brasileirosnaholanda.com/; onde, provavelmente, o mais interessante é a lista de blogs de pessoas que estão por lá, como o http://drinaholanda.blogspot.com/.

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