matraca

Um pescador de momentos singulares cheios de significação

5 dezembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

Três anos, novela de Tchekhov publicada originalmente em 1895, acaba de ser lançada no Brasil com a tradução cuidadosa feita por Denise Sales – doutora em Literatura e Cultura Russa pela USP e, desde 2012, professora de Língua e Literatura Russa na UFRGS –, que também assina o posfácio e as notas ao volume. A narrativa é ambientada em Moscou, na rua Málaia Dmítrovka, onde o escritor efetivamente viveu, após retornar de sua viagem à colônia penal da ilha de Sacalina. Este não é, contudo, o único elemento autobiográfico. Esta extraordinária narrativa, ao lado de Minha Vida – também publicada pela editora 34 e traduzida por Denise Sales –, é considerada a mais autobiográfica das histórias de Tchekhov. Três anos expressa as inquietações morais e políticas de seu autor. Protagonizada pelos recém-casados Iúlia Belavina, filha de um médico da província, e Aleksei Láptiev, nascido no seio de uma família de prósperos comerciantes moscovitas, a novela mostra o estabelecimento do cotidiano dos primeiros anos matrimoniais do jovem casal e suas relações com os círculos sociais que frequenta, ao passo que demonstra toda a atmosfera opressiva das relações de afeto e poder na Rússia ainda marcada pela recém-abolida servidão.

Em uma de suas cartas Tchekhov escreveu algo que aplica-se a seu trabalho em geral e que pode ser notado em Três anos: “Meu objetivo é matar dois pássaros com um tiro: descrever a vida de modo veraz e mostrar o quanto essa vida se desvia da norma. Norma desconhecida por mim, como é desconhecida por todos nós”. Continue lendo

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história

O homem é nostalgia

4 dezembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

Octavio Paz definiu assim O labirinto da solidão: “O labirinto da solidão foi um exercício da imaginação crítica: uma visão e simultaneamente uma revisão. Uma coisa muito diferente de um ensaio de filosofia do mexicano ou da procura do nosso pretenso ser. O mexicano não é uma essência e sim uma história. Nem ontologia nem psicologia. O que me intrigava (e intriga ainda) era menos “o caráter nacional” que aquilo que este caráter esconde: o que está por trás da máscara”. Publicado pela primeira vez em 1950, com a intenção de decifrar os mitos mexicanos, ao livro foi acrescentado, após os violentos acontecimentos de 1968 no México, um pós-escrito. Paz reflete sobre a história do México, a identidade do país e de seu povo, seu universo mental e realidade local, seus mitos, sua lógica: a mexicanidade. Mas não só. Trata-se, talvez, da mais importante tentativa de situar o homem latino-americano no contexto histórico mundial.

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matraca

Literatura de Cordel

3 dezembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

A literatura de cordel é uma das mais ricas e genuínas formas de literatura popular mantidas no Brasil. Espontaneidade e rigidez na métrica pontuam as narrativas com a melodia poética das rimas, característica inconfundível. Contam seus cantos e contos que, oriunda de Portugal, chegou com a colonização à Bahia e, dali, irradiou-se para os demais estados do nordeste brasileiro e recebeu o nome de poesia popular.

Márcia Abreu, professora da UNICAMP, organizadora do livro Histórias de Cordéis e Folhetos (publicado pela editora Mercado de Letras), busca, entretanto, confrontar as duas produções culturais frequentemente associadas – a literatura de cordel portuguesa e a literatura de folhetos no nordeste do Brasil –, sugerindo um equívoco na hipótese de associação entre elas. Márcia indica, ao longo do estudo traçado pelo livro, a impossibilidade dessa associação e propõe motivações para o que ela identifica como uma “teoria da vinculação entre ambas as formas literárias.

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Literatura

Humor negro intelectual

2 dezembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

Numa das paredes exteriores do auditório a frase grafitada:

“O doutor Rojas (cuja história da literatura argentina é mais extensa do que a literatura argentina).”

Todos olharam para o senhor Borges, o grafitador do bairro. O senhor Borges sorriu. Abanou a cabeça e murmurou um pouco convincente: não fui eu.

 

 

Num jogo ambíguo com a comum idolatria aos escritores que a história da literatura já fez consagrar, o escritor Gonçalo M. Tavares, uma das figuras centrais da literatura portuguesa atual, criou um fantástico “Bairro”, cujos moradores são “o senhor Valéry”, “o senhor Brecht”, “o senhor Walser”, “o senhor Calvino”, “o senhor Swedenborg”, entre outros escritores ilustres. Um bairro que os avizinha, ao mesmo tempo os isola e humaniza. A ambiguidade desdobra-se em cada livro, de acordo com o protagonista escritor.

Em O senhor Eliot e as conferências, cada capítulo é uma conferência proferida pelo senhor Eliot , a convite do senhor Manganelli, a um público diminuto, porém intelectualmente requintado, como Borges, Breton e Swedenborg. As conferências são sobre poesia, ou mais especificamente, sobre um verso de algum poema de poetas sem relação aparente entre si: Cecília Meireles, René Char, Sylvia Plath, Marin Sorescu, W.H. Auden, Joseph Brodsky e Paul Celan. As conferências prometem explicar os versos, porém os desmontam grosseiramente até que deixem de fazer sentido e, então, propõem-lhes correções absurdas, usando de um racionalismo e de um materialismo que soariam sádicos a qualquer amante dos poetas analisados. Um humor negro intelectual, muito engenhoso. Engraçado e curioso fato: no livro O senhor Swedenborg e as investigações geométricas, o senhor Swedenborg assiste a uma conferência do senhor Eliot, exatamente sobre um verso de Sylvia Plath (verso efetivamente analisado em O senhor Eliot e as conferências) que diz: “Não sou ninguém; não tenho nada a ver com explosões”. O senhor Swedenborg se distrai logo no início da fala de Eliot e mergulha em sua obsessão sobre a geometria como um problema para a escrita e para o escritor; somente em meio aos aplausos pelo término da conferência, volta a prestar atenção.

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Literatura

Viajar e escrever, viajar para escrever

29 novembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

Um bom par de sapatos e um caderno de anotações é uma seleção de textos e breves considerações de Tchekhov, organizada por Piero Brunello – professor de história social na Università Ca´Foscari, Veneza, também responsável pelos textos de prefácio e apêndice. A tradução foi feita por Homero de Andrade para a editora Martins Fontes. O livro foi publicado originalmente em 1895, resultado de notas realizadas em uma viagem do escritor, entre os meses de abril e outubro de 1890, à ilha-prisão de Sakalina, situada entre o mar de Okhotsk e o mar do Japão. Apesar da organização dos textos sugerir a formação de um “guia teórico-prático de reportagem”, para viajantes, jornalistas ou, simplesmente, leitores, o livro ultrapassa esta modesta pretensão, concentrando textos interessantes sobre assuntos variados: o castigo comum das fustigações – censurado até pouco tempo mesmo em traduções estrangeiras – ou questões teóricas e práticas da narrativa, observações que acabam por esboçar os traços de sua poética.

Durante a viagem, Tchekhov percorreu em condições precárias a região siberiana – a pé, a cavalo, sobre carroças, navegando em balsas e barcos a vapor –, demorou dois meses e meio para chegar à ilha, que “pareceu-lhe um inferno”; percorreu mais de doze mil quilômetros. Ao chegar, “pôde encontrar as pessoas, ver como viviam e escutar suas histórias”.

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matraca

Um século de pensamento crítico

28 novembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

Após a excelente publicação, neste ano, da Antologia do conto russo, a editora 34 anunciou o lançamento, ainda sem data definida, da Antologia do pensamento crítico russo, que, como a primeira, também é organizada pelo professor Bruno Gomide e apresenta textos traduzidos diretamente do russo, por diversos tradutores: Cecília Rosas, Denise Sales, Ekaterina Vólkova Américo, Graziela Schneider, Mário Ramos, Renata Esteves, Sonia Branco e Yulia Mikaelyan.

A Antologia do pensamento crítico russo abarca textos de 1802 a 1901 e é uma preciosidade editorial, trazendo ao lume do público brasileiro a tradução cuidadosa de textos críticos escritos por pensadores em geral pouco populares entre nós, graças justamente à escassez de material publicado.

Atualmente, há um crescente número de tradutores especializados, que tem encontrado respaldo em algumas editoras interessadas na publicação de literatura e crítica russas – em especial a editora 34, mas também Kalinka e Cosacnaify são exemplos. Publicações do porte da Antologia só enriquecem esse cenário. O resultado é a possibilidade, no Brasil, de que o magnífico trabalho iniciado por Boris Schnaiderman de realização de traduções minuciosas, feitas direto do russo para o português, consolide-se como uma rica e viva tradição. Bruno Gomide, no artigo “Boris Schnaiderman: questões de tradução nas páginas de jornal”, analisa: “A história da recepção da literatura russa no Brasil remonta a fins do século XIX e possui muitos personagens. Não há dúvidas, contudo, de que o começo da atividade ensaística e tradutória de Boris Schnaiderman constitui o ponto nevrálgico no nosso contato com a multifacetada experiência russa”.  Continue lendo

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Literatura

Entre a crítica e a prosa

27 novembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

A escritora e jornalista franco-mexicana Elena Poniatowska foi anunciada neste mês como a vencedora do Prêmio Cervantes, o mais importante das línguas hispânicas. O júri afirmou que o prêmio foi conferido a ela para recompensar “uma trajetória literária em diversos gêneros, de maneira particular na narrativa e por sua dedicação exemplar ao jornalismo, da crônica ao ensaio“. Elena nasceu na França, em Paris, filha de mãe mexicana e pai descendente da família real polonesa; aos dez anos, mudou-se com os pais para o México e naturalizou-se mexicana. Como jornalista no México, deixou testemunhos escritos de momentos chave da história política do país. É autora, por exemplo, de La noche de Tlatelolco, sobre a morte de estudantes manifestantes numa praça em 1968, e de Hasta no verte Jesús mío, história Jesusa Palancares, uma mulher que combateu na Revolução Mexicana, na década de 1910, texto baseado nas longas conversas com Josefina Borgues – nome real de Jesusa – em que contou à escritora o que vivenciou.

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Literatura

A materialidade as palavras

26 novembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

Nuno Ramos não é um escritor simples. Como artista plástico, é conhecido por instalações grandiosas, que beiram o constrangimento do senso comum,  por um lado, e, por outro, atingem o extremo sensorialismo, cujo alcance é plástico e linguístico, multiplamente metafórico e simbólico.

Publicado em 2011, O pão do corvo é controverso quanto a sua classificação: majoritariamente considerado um livro de contos, houve quem o classificasse um livro de poesia em prosa ou mesmo uma obra filosófica. O artista, porém, ao escrever estas dezessete narrativas curtas, utiliza a prosa e a poesia aliadas a um terceiro meio: a plasticidade posta por escrito, num ambivalente tom fantástico nada imune à gravidade e densidade da matéria.

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Artes Plásticas

Diálogo andarilho

25 novembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

Marco Buti, sem título, 1995, gravura em metal.

Em coedição com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, A editora Cosacnaify publicou Ir até aqui, reunião de gravuras e fotografias de Marco Buti. O livro conta com textos de Alberto Martins – que também é responsável por sua organização –, de Antonio Gonçalves Filho e de Priscila Sacchettin.

Segundo Marco Buti, suas obras inspiram-se em caminhadas pela cidade, nas quais ele observa diferentes incidências da luz na paisagem urbana, a construção ou a demolição de edifícios, os caminhares e deslocamentos das pessoas, os reflexos, as sombras e os espaços, as misturas de linguagens. Daí o título, “Ir até aqui”. Outro dos interessantes casos de artista andarilho, que encontra no ato de caminhar parte de seu processo criativo e inspirador.

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matraca

O valor crítico do erro

22 novembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

Erro, ilusão, loucura, publicado pela Editora 34, reúne cinco conferências realizadas pelo filósofo Bento Prado Jr. entre 1994 e 1996; o livro apresenta também uma entrevista da mesma época, além de um artigo mais recente, no qual ele retoma sua conhecida reflexão sobre a obra de Bergson. Esta é uma das mais relevantes publicações do filósofo brasileiro, ao lado de Presença e campo transcendental: consciência e negatividade na filosofia de Bergson – traduzido para o francês em 2002 e considerado obra de referência para os estudiosos do tema no mundo todo.

A partir de comentários em torno de uma gravura dos “Desastres da guerra”, de Goya, o livro desenvolve-se tendo, como ponto de encontro dos textos reunidos, a investigação sobre o lugar do sujeito; Continue lendo

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matraca

O humor filosófico de Laerte

21 novembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

Famoso pelo humor sarcástico, pelos personagens marcantes e pelo traço característico, Laerte vem causando uma polêmica um tanto constrangida nos últimos anos, não tanto por seu trabalho, mas porque, progressivamente, vem vestindo-se de mulher.

Justamente por isso, a oitava edição da Balada Literária, iniciada ontem em São Paulo, pretendendo discutir a questão do gênero – do literário ao sexual –, homenageia o cartunista. Segundo o escritor Marcelino Freire, curador e criador do evento, “Engana-se quem acha que a literatura está apenas nos livros. Ou encastelada em seus redutos. A Balada Literária é exatamente o tipo de acontecimento que coloca todo mundo na mesma mesa e celebração. Todos os gêneros. Todos os parágrafos. Todas as vertentes. Tendências e tribos”. Não só homenageado, Laerte é o norte da programação do evento, em que e o transgênero torna-se interessante e frutífero tema de debate moral, político e artístico.

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Literatura

Pessimismo satírico

19 novembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

Luigi Bartolini

O diabo mesquinho [Мелький Бес], publicação cuidadosa da editora Kalinka, trouxe pela primeira vez ao conhecimento do público brasileiro a escrita pessimista de Fiódor Sologub (1863-1927), um dos expoentes do simbolismo russo. O texto integral (originalmente, fora publicado em capítulos em uma revista russa, que suprimiu as partes finais da narrativa) foi traduzido por Moissei Mountian, com colaboração de Daniela Mountian e revisão de estilo feita por Aurora Fornoni Bernardini. O livro conta também com desenhos de Fabio Flaks.

O texto é psicologicamente rico, trata do progressivo enlouquecimento do protagonista Peredónov, um professor de ginásio maldoso e mesquinho, que pouco a pouco desenvolve uma paranoia. Assaltado por estranhas alucinações, desconfiado de tudo e de todos, começa a praticar atos de insanidade. A mente confusa e inquietante do anti-herói é desvelada por meio de uma narrativa satírica, que cria um mundo carnavalesco, de um pessimismo delirante. O paulatino processo de loucura retumba, no simbolismo de Fiódor Sologub, o mundo dos sonhos de Freud.  Continue lendo

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Literatura

Aos navegantes

18 novembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

Com apenas dezessete anos, em meio a uma de suas características bebedeiras, o jovem Jack London caiu na água e por pouco não morreu, salvo graças ao feliz acaso de ter sido rapidamente visto e resgatado por um pescador. Pouco tempo depois, embarcou no Sophia Sutherland, barco destinado à caça de focas no Pacífico. Juntas, ambas as experiências tornaram-se o mote criativo para o desenvolvimento do romance O lobo do mar. No romance, o protagonista Humphrey van Weyden é um náufrago, resgatado pela escuna Ghost. Seu resgate, porém, não é feliz como o de London: o capitão que o salva, Wolf Larsen, em vez de deixá-lo no porto mais próximo, obriga-o, com brutalidade, a integrar a tripulação de seu navio.  Continue lendo

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Poesia e política

14 novembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

Escritos sobre mito e linguagem reúne sete ensaios escritos por Walter Benjamin entre os anos 1915 a 1921, pertencentes, portanto, à sua fase de juventude, em geral pouco estudada no Brasil. A tradução dos textos foi feita por Susana Kampff e Ernani Chaves. O livro, publicado pela editora 34 e organizado pela especialista Jeanne Marie Gagnebin – também responsável pelo texto de apresentação e pelas notas –, é composto por trabalhos propriamente literários, textos de natureza estética ou que se encontram na fronteira entre literatura e filosofia e ensaios que manifestam o princípio do núcleo do pensamento filosófico benjaminiano: resguarda um momento fundamental do percurso intelectual de Walter Benjamin, em que a dialética dialoga diretamente com a metafísica, etapa filosófica responsável pela configuração original de seu pensamento – a despeito da fragmentação teórica – para iluminar a arte, a linguagem, a religião, a história, a violência. Na apresentação, Jeanne Marie Gagnebin analisa que “a preocupação de Benjamin com a problemática do mito, tão evidente nestes escritos de juventude, parece ser justamente a outra vertente de sua preocupação com a história – preocupação que só tenderá a crescer, adotando feições mais nítidas e materialistas a partir do fim dos anos vinte”. Segundo ela, “sem uma reflexão sobre Sprache, ‘língua’ e ‘linguagem’, […] não há a possibilidade […] de pensar a razão e a racionalidade humanas“, a razão e a história devem ser pensadas em conjunto, pois a apreensão de ambas depende do intermédio da linguagem.

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Verdade, crítica e censura

13 novembro, 2013 | Por Isabela Gaglianone

O livro Filosofia clandestina: Cinco tratados franceses do Século XVIII é uma antologia de pequenos tratados, publicados de maneira clandestina e anônima, por seu conteúdo crítico – anticlericais, críticas políticas e defesas de novas concepções de mundo. A seleção, apresentação e tradução dos textos foi feita por Regina Schöpke, doutora em filosofia e medievalista, e por Mauro Baladi, graduado em filosofia pela UERJ. O livro foi publicado pela editora Martins Fontes.

O primeiro texto, “O verdadeiro filósofo“, de César Chesneau du Marsais (França, 1676-1756), defende um novo papel desempenhado pela filosofia no Iluminismo, incentivando o fornecimento, através dela, de intervenções favoráveis na formação crítica da população, rejeitando o caráter puramente metafísico da reflexão. Continue lendo

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