cinema

Phaidon compra a Cahiers du Cinéma

9 fevereiro, 2009 | Por admin

Recebi uma ótimo notícia através do twitter. José Afonso Furtado– @jafurtado-, diretor da biblioteca de arte da Fundação Calouste Gulbenkian, relatou a compra da famosa revista de crítica cinematografica Cahiers du Cinéma pela editora Phaidon. Aos poucos que não conhecem a Phaidon, é uma editora que foi fundada em Viena em 1923, e é reconhecida mundialmente por seu primor gráfico, publicando principalmente livros de artes-visuais.

Muitos acham que a Cahiers du Cinéma estava em franca decadência. A revista foi fundada em 1951 por André Bazin, Jacques Doniol-Valcroze e Joseph-Marie Lo Duca.

A revista passou por períodos conturbados durante sua história. Serge Toubiana, atual diretor da Cinemateca Francesa e antigo redator-chefe dos Cahiers du cinéma, conta, num prefácio do livro A Rampa, de Serge Daney, que “entre os anos de 1971 e 1973, os Cahiers du cinéma conheceram um período muito politizado: ruptura com o partido comunista, influência ideológica da China e da Revolução Cultural proletária, aprendizagem trabalhosa do marxismo-leninismo – versão althusseriana. Ao mesmo tempo, essa concordância ou simultaneidade teve repercussões essenciais sobre o modelo de escrita da época, juntamente com o fascínio dos redatores por teóricos como Jacques Lacan, Roland Barthes e Louis Althusser. Era o chamado período “estruturalista” dos Cahiers. (…)

Registrou-se, no fim do verão de 1973, uma grave crise nos Cahiers du cinéma. De um lado, os que se mantêm na linha dura marxista-leninista; de outro, vários redatores, entre eles Serge Daney, que desejam romper com o dogmatismo político.”

Em 1998 a revista foi comprada pelo grupo Le Monde. A Cahiers du cinéma passou por uma reformulação em 1999 para conquistar novos leitores, tornando-se uma revista que contemplava todas as artes-visuais de abordagem pós-modernista.

Richard Schlagman, dono da Phaidon e editor, disse estar determindo a “mais uma vez fazer com que a Cahiers du cinéma tenha um papel principal no mundo da cinematografia e indispensável aos seus participantes e aspirantes.”

A revista está no número 642, e traz na capa uma foto do diretor Clint Eastwood, com uma análise crítica de seu recente Gran Torino, além de artigos sobre o Curioso Caso de Benjamin Button e Shirin, do iraniano Abbas Kiarostami.

Cahiers du cinéma 642

A Rampa, de Serge Daney. Cahiers du cinéma, 1970-1982. Cosac Naify.
A Rampa – Cahiers du cinéma [1970-1982] de Serge Daney. Por R$45,50 na Livraria 30PorCento.

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Literatura

Mário de Andrade – Cabocolinhos

9 fevereiro, 2009 | Por admin

Em seu diário de viagem de 1928, a bordo da caravana da descoberta do Brasil que Mário de Andrade chamou de trabalho etnográficas, que foi publicado em livro pela Editora Itatiaia e que recebeu o nome de O Turista Aprendiz, há uma entrada no dia 5 de fevereiro de 1928, às 23 horas, na Paraíba:

“Uma das nossas danças dramáticas de que menos se tem falado são os Cabocolinhos. A culpa dessa ausência de documentação vem dos nossos folcloristas, quase todos exclusivamente literários. O que se tem registrado nos nossos livros de folclore é quase que unicamente a manifestação intelectual do povo, rezas, romances, poesias líricas, desafios, parlendas. O resto, moita.
Ora, os Cabocolinhos são caracteziadamente um bailado. Se dança. Não tem cantigas e só de longe em longe uma fala, tão esquematizada, tão pura que atinge o cúmulo da força emotiva. Imaginem só: fazia já mais de uma hora que o pessoal estava dançando, dançando sem parada, com fúria. Matroá é uma das figuras importantes do baile. É o caboclo-velho, de-certo, espécie de pajé da figuração tribal da dança. De-repente Matroá principiou uma coreografia de arquejo, brutal, braço esquerdo engruvinhado, com o arco por debaixo, duas mãos no peito, segurando a vida. Cada vez mais. Curvando, curvando, já levantava os pés custoso. O apito bateu duas feitas, parou tudo. O Reis falou pra Piramingu, Caboclo menino:
‘- Piramingu!
– Sinhô.
– Mataram nosso Matroá.
Tururu, tarára, tururu, tarára…’ A solfa continuou. O bailado se moveu de novo e Matroá foi enrolando uma perna na outra, já não levantava pé do chão mais não. Levou uns 10 minutos se movendo em pé, difícil de morrer como em todos os teatros e na vida.
Isso é que é perfeição! Fiquei tonto. Aquelas palavras puras, só aquilo. Fiquei com dó, não sei como fiquei, fiquei tonto, está certo, numa comoção danada.”

A documentação sobre os Cabocolinhos está nas Danças Dramáticas do Brasil, da Editora Itatiaia; pode ser adquirido na Livraria Cultura por R$100,00.

Há também um vídeo no Youtube cujo título ostenta o nome Cabocolinho. Entretanto, após a leitura do texto descritivo de Mário de Andrade, fica difícil crer que a tal interpretação do Coral Lourdes Guilherme, regido por Ana Judite, aproxime-se sequer da força da dança que Mário de Andrade presenciou naquele 1928.

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Artes Plásticas

Nicolas Poussin

9 fevereiro, 2009 | Por admin

Escrevi recentemente um artigo sobre a restauração da maior obra de Poussin, Hymenaeus Travestido Durante Um Sacrifício a Príapo (leia aqui). Lendo um ensaio no volume 1, O mito da pintura, da coleção A Pintura, textos essenciais, da editora 34, deparei-me com um texto de um antiquário italiano, Giovanni Pietro Bellori, que havia entrado em contato com os pintores da pequena “colônia” francesa em Roma – Nicolas Poussin e Charles-Alphonse Du Fresnoy.

Diz o texto introdutório que Bellori teve a oportunidade de observar Nicolas Poussin, seus habitos e sua vida cotidiana. Transcrevo o texto de Bellori que é um trecho de seus escritos Le vite de’ pittori, scultori et architetti moderni:

Vida de Nicolas Poussin

[…] Dessa maneira, Poussin trabalhava suas belas concepções e, solicitado de todos os lados a pintar, recusava-se, aceitando somente aqueles trabalhos que pudesse produzir num determinado tempo, pois não queria despender mais anos com os quadros do que havia prometido, nem costumava prolongar-lhes a execução. Tinha ele um estilo de vida extremamente ordenado, porque muitos são aqueles que pintam por capricho e, durante algum tempo, com grande ardor, mas depois se cansam e, por um grande período, deixam os pincéis. Nicolas tinha o costume de levantar-se cedo e fazer exercícios durante uma hora ou duas, às vezes caminhando pela cidade, mas quase sempre pelo monte da Trinità, que é o monte Pincio, não distante de sua casa, ao qual se chega por uma pequena e deliciosa ladeira de árvores e fontes, e de onde se divisa uma belíssima visão de Roma e de suas colinas amenas, que, ao lado de seus edifícios, costituem palco e platéia. Ali entretinha-se com seus amigos em curiosos e doutos discursos. Ao voltar para casa, sem interrupção, punha-se a pintar até o meio-dia e, depois de descansar o corpo, pintava ainda por algumas horas. E assim, por meio de estudo contínuo, realizou uma obra maior do que qualquer outro pintor com mais habilidade prática. À noite saía novamente e caminhava ao pé do mesmo monte ou pela praça, entre os estrangeiros que costumam frequentá-la. Estava ele sempre sempre rodeado de seus familiares, que o seguiam, e aqueles que pela fama desejavam vê-lo e conversar com ele amigavelmente, encontravam-no lá, que admitia em sua presença qualquer homem de bem. Ouvia com prazer os outros, e gravíssimos eram os seus discursos, recebidos com atenção; falava com frequência sobre arte, e com tanta eloquência que não somente os pintores, mas também os homens de engenho vinham aprender de sua boca os mais belos sentidos da pintura; não tinha o desejo de ensinar, mas nessas ocasiões discursava. Tendo ele lido muito e muito observado, não havia nada em seu falar que não tivesse contemplado, e suas palavras e seus conceitos eram de tal modo apropriados e ordenados que pareciam não fruto do momento mas de longos e meditados estudos. Isso era fruto de seu bom gênio e da leitura variada, não digo que de histórias, fábulas e erudições somente, nas quais se destacava, mas de outras artes liberais e da filosofia. Para esse fim, ele se servia de sua memória da língua latina, ainda que imperfeitamente, e sabia tão bem a italiana como se lá houvesse nascido. Era perspicaz no entender, no escolher e no conservar tudo na memória, que são os dons mais desejáveis da mente. Prova de seu saber são as figuras que ele desenhou no tratado de pintura de Leonardo da Vinci, impresso com seus desenhos em Paris, no ano de 1651.

fonte: Giovanni Pietro Bellori, Le vite de’ pittori, scultori et architetti moderni, Roma, Arnaldo Forni Editore, 1977, fac-símile da edição de 1672, pp. 435-6

tradução: Ana Elvira Luciano Gebara

Hymenaeus Travestido Durante Um Sacrifício a Príapo

Hymenaeus Travestido Durante Um Sacrifício a Príapo, de Poussin

Regina Costa Pinto Moreira, restauradora de renome e de vasta experiência, que será a responsável pela restauração:

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Agenda

Indicação para alunos entre 11 e 14 anos

8 fevereiro, 2009 | Por admin

Recebi um email agora a pouco de uma professora de redação do ensino fundamental II numa escola da cidade de Sertãozinho, SP, cujos alunos têm entre 11 e 14 anos, interessada em adotar alguns títulos da coleção infanto juvenil da editora 34. Enviei os links do google books dos livros que ela pediu, e achei uma boa indicação:

A pequena marionete, de Gabrielle Vincent
http://books.google.com/books?id=DBR7PTBQvI8C&pg=PT80#PPP1,M1

As aves, Aristófanes
http://books.google.com/books?id=dO75qw7HlukC&pg=PP1

Tudo tem a sua história, de Duda Machado
http://books.google.com/books?id=ZRnZnRbQi30C&printsec=frontcover#PPP1,M1

O jardim secreto, de Frances H. Burnett
http://books.google.com/books?id=BA5XP3EAMXEC&printsec=frontcover

Histórias da pré-história, de Alberto Moravia.
http://books.google.com/books?id=cTGkfpJjhi0C&pg=RA1-PA240#PPP1,M1

Todos os livros estão disponíveis no site da Livraria 30PorCento.

A pequena marionete, As aves, Tudo tem a sua história, O jardim secreto, Histórias da pré-história.





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Literatura

Os Cartéis da Literatura

7 fevereiro, 2009 | Por admin

Lendo recentemente a edição online da revista N+1, sobre a qual publiquei um tópico aqui no meia – Suplemento de Resenhas da N+1 -, me deparei com um artigo que “sugeria” que poderia haver uma parceiria entre o National Book Critics Circle, sobre o qual escrevi aqui, e a Amazon Breakthrough Novel Award.

O artigo me lembrou de um outro artigo que escrevi em meu blog também “sugerindo” uma Formação de cartel nos prêmios literários de língua portuguesa.

Recomendo que leiam o artigo do N+1 e o meu artigo no blog e reflitam sobre essas tendências mercadológicas do mundo dos livros.

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gaza

Guerra civil no Sri Lanka

7 fevereiro, 2009 | Por admin

Recebi agora a pouco o newsletter da Avaaz.org, que “é uma organização independente sem fins lucrativos que visa garantir a representação dos valores da sociedade civil global na política internacional em questões que vão desde o aquecimento global até a guerra no Iraque e direitos humanos”. Conheci a organização nos dias de cobertura do ataque Israelense à Faixa de Gaza, e gostei do projeto.
Guerra Civil em Sri Lanka

Nesta edição do newsletter, o tema é a o Sri Lanka, “onde acontece a guerra civil mais longa e esquecida da Ásia, que em seus momentos finais está colocando em risco aproximadamente 250.000 civis, presos no fogo cruzado entre o governo e os rebeldes.”

O texto vem acompanhado de 4 links que esclarecem os acontecimentos do conflito no Sri Lanka:

Saiba mais a guerra do Sri Lanka:

Cruz Vermelha alerta para crise humanitária em meio à guerra no Sri Lanka:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u495342.shtml

Sri Lanka: Ban Ki-moon preocupado com a segurança dos civis afectados pelos combates:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1121655

ONU atende feridos no Sri Lanka; indiano se mata em protesto contra ofensiva:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u495957.shtml

Exército do Sri Lanka prestes a acabar com resistência dos Tigres Tamil:
http://www.euronews.net/pt/article/04/02/2009/tamil-tigers-urged-to-surrender/

E convida o leitor-assinante a pedir para a Secretária do Estado dos EUA Clinton, a principal diplomata do Obama, apoiar os civis ameaçados no Sri Lanka, através do link:

http://www.avaaz.org/po/sri_lanka_civilians

A parte que todos conhecem dos suplementos de viagem nos jornais brasileiros: os paraísos do oceano índico

Sri Lanka

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Artes Plásticas

Galeria Soso Arte Contemporânea Africana

6 fevereiro, 2009 | Por admin

Foi inaugurada na última quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009, a galeria Soso Arte Contemporânea Africana, que é originaria de Luanda, capital de Angola, à Rua Rainha Ginga, 10. [se alguém, por acaso, tiver acesso a este local lá na África, por favor entre em contato comigo], inspirada no pavilhão africano da Bienal de Veneza, em 2007.

Os artistas angolanos que inauguraram o espaço expositivo são 4 representantes da nova geração de artistas africanos: Cláudia Veiga (fotógrafa), Angel Ihosvanny (artista plástico), Kiluanji Kia Henda (música e fotografia) e Yonamine (artista plástico).

Os sites oficiais da Trienal de Luanda, www.trienal-de-luanda.net, e da Soso Arte de Luanda, soso-arte.net, estão fora do ar, aparentemente por falta de pagamento do domínio.

links

Encontrei o blog de uma moça chamada Sachi que é “colaboradora de uma fundação de arte contemporânea africana”, que eu creio que seja a Fundação Sindika Dokolo, que é a co-organizadora da galeria. Lá você vai encontrar fotos dos bastidores da montagem da inauguração da Galeria SOSO, fotos dos artistas, e do hotel onde eles estão hospedados. http://sachisachisachi.wordpress.com/

Kiluanji Kia Henda (música e fotografia)

http://kiahenda.blogspot.com/
http://www.sindikadokolofoundation.org/collection/artist.cfm?id=170341&num=1
http://www.artafrica.info/html/artistas/artistaficha.php?ida=473

Kiluanji Kia Henda

Angel Ihosvanny

Fotografia de Angel Ihosvanny

Yonamine

A Montagem da Galeria SOSO

SOSO arte contemporânea africana
fonte: Blog da Sachi

Galeria Soso Arte Contemporânea Africana

Avenida São João, 313, 2º andar
Tel. (11) 3222-3973
Abertura: 5 de fevereiro, às 17h, com uma festa tradicional africana
Seg a sex, das 11h às 19h; sáb, até 16h30
Grátis
Até 21/3

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Arquitetura

Arquitetura: Inquietação teórica e estratégia projetual

5 fevereiro, 2009 | Por admin

A editora Cosac Naify possui uma coleção de livros de arquitetura chamada FACE NORTE, que é “dedicada à teoria e história da arquitetura, abrangendo um amplo leque de ensaios recentes, nacionais e estrangeiros, que contemplam a arquitetura moderna e contemporânea.” Cristina Fino é a coordenadora da coleção.
Inquietação teórica e estratégia projetual

É nesta coleção que a Cosac Naify acaba de lançar mais um volume: Inquietação teórica e estratégia projetual, onde oito arquitetos protagonistas do cenário internacional contemporâneo são tema de textos de Rafael Moneo, originados de conferências que o arquiteto espanhol proferiu na Universidade de Harvard: James Stirling, Venturi & Scott Brown, Aldo Rossi, Peter Eisenman, Álvaro Siza, Frank O. Gehry, Rem Koolhaas e Herzog & De Meuron.

Os outros títulos já publicados na coleção FACE NORTE são:

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poesia

Antropologia e Poesia – Michel Deguy

5 fevereiro, 2009 | Por admin

Um ensaio de 9 páginas que foi publicado na revista Inimigo Rumor número 7, de 1999, foi disponibilizado na internet pela editora Cosac Naify. Trata-se da análise da obra do antropólogo Claude Levi-Strauss e seus desdobramentos nas relações entre antropologia e poesia, como explica Michel Deguy, o autor:

“O que me interessa mais, de qualquer modo, é menos levantar os lugares abertos especialmente para poemas e para o poético, exíguos nessa obra formidável [de Lévi-Strauss], porque não é seu objeto, do que escutar atentamente o tom das grandes páginas do tipo “ouverture” ou “finale” que entram em ressonância com os interesses da poética – se posso me permitir isso, em direção contrária, evidentemente, à escuta científica que Lévi-Strauss espera e requer que seja concedida a seus livros.”
(leia o texto completo)

O edição 7 da revista foi publicado pela editora carioca 7Letras e foi o último número dirigido pela dupla de poetas Carlito Azevedo e Júlio Castañon. A partir de então, a revista está a cargo da dupla Carlito Azevede e Augusto Massi.

O site especial que a Cosac Naify criou para o lançamento da edição de número 20 da Inimigo Rumor ressalta a qualidade deste número 7:

“Entre outros números especiais, destacam-se o número 7, apresentando cinco novos poetas argentinos, indicados por Aníbal Cristobo, que se tornou um membro efetivo da revista, traduzindo e trazendo poemas de autores hispano-americanos pouco divulgados no Brasil;”

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Últimas

O New York Times está considerando cobrar pelo acesso ao Web Site

3 fevereiro, 2009 | Por admin

3 Fev. (Bloomberg) — A New York Times Co. possivelmente vai cobrar pelo acesso ao website de seu jornal mais importante menos de dois anos depois de ter terminado com o antigo sistema de inscrição online.

O New York Times está considerando cobrar pelo acesso ao Web Site

por Greg Bensinger

“A companhia está analisando se começará a cobrar por todo o conteúdo ou apenas por uma parte do nytimes.com, além de outras opções” disse hoje o editor-executivo Bill Keller numa sessão online de perguntas-e-respostas. A maior parte do site, hoje, é gratuita.

Uma discussão de vida ou morte continua dentro do Times sobre meios de fazer com que os consumidores paguem pelo que criamos”, ele disse. “Informações realmente boas, geralmente extraídas de fontes relutantes, cuja veracidade é testada, organizadas e explicadas — esse material precisa ser pago.”

continue a ler no link (em inglês) : http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=newsarchive&sid=at4KmZvYijEM

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lançamentos

Fetichismos Visuais – Corpos Erópticos e Metrópole Comunicacional

2 fevereiro, 2009 | Por admin

Indicado neste último domingo, 01 de fevereiro de 2009, pelo suplemento  +Mais da Folha de São Paulo, o livro Fetichismos Visuais – Corpos Erópticos e Metrópole Comunicacional, escrito por Massimo Canevacci, professor de Antropologia na Faculdade de Ciências da Comunicação – Universidade de Roma “La Sapienza”, aborda os fluxos comunicacionais carregados de fetichismos visuais, disseminados, sobretudo, pela tecnologia digital que incorpora os atratores; as várias linguagens do corpo-bodyscape que difundem e, ao mesmo tempo, representam os vários gêneros e subgêneros na cultura ocidental; o clássico conceito de Fetisch, elaborado por Marx e etc.

“A trajetória de Massimo Canevacci, como grande leitor de Karl Marx, Adorno, Weber e, sobretudo, de Walter Benjamin, traz aqui, agora, em português, análises únicas que sintetizam filosoficamente a proposta de unir o humano às coisas ou encontrar, nas coisas, o humano. Ou ainda, as coisas transmutadas em humano, ou como queria Benjamin, humanizadas.” – (por Osvando J. de Morais)

Fetichismos Visuais - Corpos Erópticos e Metrópole Comunicacional

Compre o livro na Livraria 30PorCento por R$ 31,50.

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Literatura

Vitor Ramil no Sesc Pompéia

2 fevereiro, 2009 | Por admin

Vitor Ramil foi lançado pela editora Cosac Naify em junho de 2008, com o livro Satolep (palíndromo da palavra “Pelotas”), que é a cidade construída pelo escritor para onde o fotógrafo Selbor, protagonista e narrador do romance homônimo, retorna no dia do seu aniversário de trinta anos.

A própria editora, em seu site oficial, considera que Vitor Ramil, de estilo denso e poético, é a nova aposta da Cosac Naify em literatura brasileira. Não é para menos. Ramil foi um dos autores convidado da FLIP 2008 e, de uma tiragem inicial de 3000 exemplares, já teve em 2008 a 1ª reimpressão.

E agora, dia 6 de fevereiro de 2008, no Sesc Pompéia em São Paulo, Vitor Ramil apresenta o repertório de seu disco Satolep Sambatown, gravado em parceria com o percussionista Marcos Suzano. O resultado é um som cheio de experimentações em que cabem samba, choro e milonga, gêneros que recebem uma base eletrônica, unindo-se a letras de grande poesia. O CD valeu a Vitor Ramil o Prêmio Tim de Música 2008, na categoria Melhor Cantor por Voto Popular.

Vitor Ramil e Marcos Suzano no Sesc Pompéia
6 de fevereiro, sexta-feira, às 21h.
Rua Clélia, 93, Pompéia – São Paulo (SP)
Ingressos: R$ 16 e R$ 8

Satolep, de Vitor Ramil. Cosac Naify.

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Artes Plásticas

Exposição Franz Weissmann: Errata

2 fevereiro, 2009 | Por admin

Ontem, dia 1 de fevereiro de 2009, foi o último dia da exposição Franz Weissmann, experimentação e lirísmo, no Instituto Tomie Ohtake, aqui em São Paulo.

Vagando entre as esculturas da exposição, podia-se contemplar, no corredor à direita, ao lado do Cubo Vazado de aço inox, um grande painel informativo. Dividido cronologicamente, o painel contemplava os acontecimentos mais marcantes da década de 1950 nas seguintes categorias: panorama político internacional, panorama artístico internacional, panorama artístico brasileiro, panorama político brasileiro e a biografia de Weissmann.

Olhando de perto o ano de 1951, lia-se, entre os acontecimentos do mundo da arte no Brasil neste ano, o seguinte: “O artista Samson Flexor dá início às atividades do Atelier Abstração, em São Paulo. Integrantes: Waldemar Cordeiro, Luiz Saciolotto, Geraldo de Barros, Lothar Charoux, entre outros.”

Estive pesquisando, nos últimos dias, justamente sobre a criação do Atelier Abstração pelo imigrante romeno Samson Flexor, em decorrência da exposição de Leopoldo Raimo, na Pinacoteca, que foi o primeiro aluno do Atelier.

Surpreendeu-me o fato de não ter achado, ainda, nenhuma referência aos artistas citados pelo texto do painel na pesquisa sobre o Atelier Abstração. Mais surpreendente ainda é, percorrendo o painel, ler o mesmo conjunto de nomes, na mesma ordem, ligados à formação do Grupo Ruptura, em 1952. Esta sim é uma informação correta, mas que sugere o uso do recurso copiar e colar dos nomes dos artistas, sem usar a criteriosa ferramenta da pesquisa bibliográfica.

Se, por acaso, eu cometi uma injustiça tremenda e as informações estão todas corretas, peço imensas desculpas e retrato a palavra empenhada. Caso contrário, resta-me pedir ao curador da exposição, Marcus de Lontra Costa, e a seus pesquisadores, que façam o mesmo.

A Resposta

Senhor Tiago Pavan,

Agradecemos suas observações e retransmitimos resposta do responsável pela cronologia.
Atenciosamente,
Instituto Tomie Ohtake

*****************

Desculpe-nos pelo equívoco.
Realmente houve um erro de digitação e revisão em nosso texto cronológico sobre a década de 1950 nas artes plásticas brasileiras.
Os principais integrantes ou artistas próximos do Ateliê Abstração (1951) dos quais temos notícia foram: Leopoldo Raimo, Jacques Douchez, Norberto Nicola, Wega Nery e Alberto Teixeira.
Por mais que alguns dos artistas que fundaram o Grupo Ruptura em 1952 tenham freqüentado o grupo de Flexor, obviamente não justifica sua menção em nossa linha do tempo como principais participantes do Ateliê Abstração.

Alvaro Seixas

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cinema

Rudá de Andrade: Breviário

29 janeiro, 2009 | Por admin

Breviário de Rudá de Andrade (1930 – 2009), crítico cinematográfico, cineasta e escritor, fundador da Sociedade Amigos da Cinemateca, professor da ECA-USP e diretor do MIS:

Guto Lacaz e Rudá de Andrade, em foto de 2004 [Janete Longo/AE]

Rudá de Andrade, crítico cinematográfico, cineasta e escritor, estudou cinema em Roma, trabalhou com diretores como Luigi Comencini e Vittorio de Sica.

Em 1962, depois de retornar ao Brasil, fundou a Sociedade Amigos da Cinemateca – a SAC, entidade civil sem fins lucrativos, foi criada com o objetivo de apoiar a Cinemateca Brasileira no cumprimento de sua missão institucional. Sobre esta instituição, Rudá de Andrade escreveu um artigo para a Folha de São Paulo, entitulado Entidade é mais do que um cinema, onde destaca o valioso acervo fílmico, avançada catalogação desse acervo e expressivo acervo de documentos em papel da Cinemateca Brasileira.

Foi um dos principais nomes do MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo, tendo sido seu diretor desde a fundação, em 1970, e ficando no cargo até 1981. Ao mesmo tempo em que dirigia o MIS, Rudá dava aulas de cinema da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). Ele teve papel ativo na criação do curso, em 1966.

Paulo Emílio Salles Gomes, também crítico de cinema e professor da ECA, escreveu em um artigo na Unesco, publicado em 1961 no Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo, sobre Rudá:

“De mil novecentos e cinqüenta e quatro para cá, a vida de Rudá Andrade esta intimamente associada com o destino da Cinemateca Brasileira. Se um dia essa instituição existir realmente, isto é, quando deixar de ser esse misto de planos otimistas projetados no futuro e de realidades melancólicas de filmes que queimam ou apodrecem no presente, e que dessa existência se queira traçar a história, uma das preocupações centrais do pesquisador deverá ser a figura de Rudá Andrade. O presidente Francisco Luiz de Almeida Salles, os diretores, eu próprio, o conservado-chefe, temos um papel muito grande na luta externa, junto aos poderes públicos, para assegurar a consolidação definitiva da Fundação Cinemateca Brasileira. Mas a vida interna na instituição cultural adquiriu uma tonalidade particular, que emana diretamente de Rudá Andrade. Ele possui uma dosagem rara de qualidades de militante, intelectual, educador, de tato e simpatia.

É sobretudo às suas qualidades de organizador que se devem os empreendimentos que garantiram à Cinemateca durantes os últimos anos, certo brilho e a subsistência. Nunca vi um homem de ação ao mesmo tempo tão paciente, eficaz, polido e implacável. Foi através de Rudá que se recrutou o jovem quadro da Cinemateca, e ai se revelou a sua finura psicológica, o seu gosto atilado pela competência e pela qualidade humana. É um administrador exigente, e os jovens colaboradores, num momento de Fronda, alcunharam-no de Encouraçado Poronominare, em oposição ao que era chamado de Gabinete do Doutor Paulo Emilio. Ao mesmo tempo, porém, Rudá procura um terreno livre para o exercício da rebelião, a sua e a dos outros, seus colaboradores ou não. Estritamente fora das atividades da Fundação, lançou ele, Delírio, revista literária e cinematográfica, da qual já foram publicados dois números. Será melhor esperar o aparecimento de mais alguns, antes de tentar definir a fisionomia e o sentido da publicação. Desde já, contudo, uma vez que o conservador-adjunto da Fundação Cinemateca Brasileira e o editor de Delírio são o mesmo homem, revela-se em Rudá Andrade a vocação hierárquica e anárquica, o exercício da lucidez e o culto do sonho, isto é, ele se transforma na encarnação que nos é mais próxima, do espírito aristocrático moderno.”
fonte: (Priscila D. Carvalho, Secretaria do Audiovisual/MinC)

Rudá foi, também, diretor de documentários como “Pagu” (2001, junto com Marcelo Tassara) e “Renata” (2002). Como escritor, ganhou em 1983 o Prêmio Jabuti por “Cela 3 -°A Grade Agride“, livro relançado em 2008 pela Globo.

fonte: Folha de São Paulo, 29.01.2009, Morre aos 78 o pesquisador de cinema Rudá de Andrade.

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