lançamentos

A arte pela arte

11 dezembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

“Toda arte aspira constantemente à condição de música”.

Leonardo da Vinci

Para Walter Pater (1839-94), a Renascença foi um movimento motivado pelo “amor pelas coisas do intelecto e da imaginação por elas mesmas”. Seu estudo, O Renascimento, mostra que durante o período em questão buscou-se meios de “fruição intelectual ou imaginativa”, nas fontes antigas, os textos clássicos e medievais.

Pater foi professor de Oxford, especialista em arte e história do Renascimento, e notório sobretudo por seu estilo refinado. Seus ensaios visam, sobretudo, compreender os efeitos caudados pela recepção da pintura, da escultura e das obras literárias renascentistas. Seu esforço ensaístico principal parece ser olhar os objetos como se vistos pela primeira vez: para tanto, ele usa suas próprias impressões pessoais, para que, a partir delas, possa encontrar a gênese das sensações e emoções estéticas, que procura traduzir. O resultado é uma linguagem que, para falar da criação artística, acaba tornando-se uma por si só. Pater toma seu objeto de análise não como matéria inerte, mas preservando sua autonomia, enquanto ideia, antes do que realidade efetiva.

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Últimas

O riso como instrumento crítico

10 dezembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

Honoré Daumier, “Le passé´. Le présent. L’avenir”

Concetta D’Angeli e Guido Paduano, professores da Faculdade de Línguas e Literatura Estrangeiras da Universidade de Pisa, no livro O cômico articulam conceitos estéticos, literários e psicanalíticos para pensar algumas dimensões críticas da risada. Os autores partem do cômico como aspecto fundador da história da literatura, seja através de textos de autores como Shakespeare e Cervantes, seja enquanto subversão popular carnavalesca. Sua análise passa por aspectos do riso levantados por Freud, que o compreendia como um importante mecanismo de defesa, de constituição de autonomia e individualidade. Ao decorrer do livro, perspectiva-se um panorama do cômico na literatura, mostrando como ele satirizou manias, vícios e incoerências políticas e sociais, como ridicularizou a estupidez, possibilitou transgressões, tangenciou a loucura, serviu como via de questionamento sobre a moral, a razão, a morte. Um guia para a classificação e análise dos aspectos retóricos e linguísticos relacionados ao cômico nos textos literários.

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Literatura

Fragmentos

9 dezembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

“Ninguém vê ninguém como é, exceto uma idosa senhora sentada diante de um rapaz estranho num vagão de trem. As pessoas veem um todo – veem todo tipo de coisas – veem a si próprias”.

Virginia Woolf e seus irmãos, Thoby, Adrian e Vanessa.

Publicado originalmente em 1922, O quarto de Jacob é o primeiro romance em que Virginia Woolf explora o estilo experimental que se tornou tão característico em sua obra. Foi também o primeiro de seus livros publicado pela editora do casal Woolf, a Hogarth Press e, por isso, marco de sua liberdade criativa editorial.

A narrativa orbita de forma plurivalente em torno da história de vida do protagonista Jacob Flanders, apresentada através de impressões, do próprio protagonista e de outros personagens em relação a ele. A narrativa é construída como espécie de fuga rapsódica de memórias e sensações; nela, a descrição concreta é substituída por impressões cuja espontaneidade e tempo de desenvolvimento formam uma prosa delicada e profundamente humana. Seu fio condutor são os tormentos, as dúvidas, as ambições, os pensamentos, os silêncios das personagens. O narrador, como também acontece nas obras posteriores de Virginia Woolf, não é onisciente, ele mesmo sugere, tem dúvidas, mostra-se um observador.

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matraca

Por entre as cópias

8 dezembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

Marcel Duchamp

“A pesquisa dos textos sagrados sejam eles Marx ou Mao, Guevara ou Rosa Luxemburgo tem antes de mais nada a seguinte função: restabelecer uma base de discurso comum, um corpo de autoridades reconhecíveis sobre as quais instaurar o jogo das diferenças e das propostas em conflito. Tudo isso com uma humildade completamente medieval e exatamente oposta ao espírito moderno, burguês e renascentista; não tem mais importância a personalidade de quem propõe, e a proposta não deve passar como descoberta individual, mas como fruto de uma decisão coletiva, sempre e rigorosamente anônima. Desse modo uma reunião em assembléia se desenvolve como uma questio disputata: a qual dava ao forasteiro a impressão de um jogo monótono e bizantino, enquanto nela eram debatidos não só os grandes problemas do destino do homem, mas as questões concernentes à propriedade. à distribuição da riqueza, às relações com Príncipe, ou à natureza dos corpos terrestres em movimento e dos corpos celestes imóveis”.

 

Viagem na irrealidade cotidiana, de Umberto Eco, tece uma crítica ao falso e à cópia. A ironia da “cópia autêntica” é investigada pelo grande professor e intelectual italiano, à guisa de uma viagem pela costa Oeste dos Estados Unidos, visitando museus e mostrando o quanto há de “falsidade” no mundo contemporâneo, em geral, na cultura americana, em particular.

Eco perpassa analiticamente exemplos variados: as reproduções, em museus, de obras primas cujos originais encontram-se em outras partes do mundo; as construções de réplicas arquitetônicas, como o castelo construído na Califórnia com peças numeradas vindas da Europa e cujos cômodos foram preenchidos com cópias de pinturas e objetos; uma estátua de cobre na Grécia, que é cópia da “cópia autêntica” romana – cujo original com o tempo já se perdeu; a artificialidade da Disneylândia, cujas filas ele compara às do gado no corredor de abate; a transmissão manipulada das notícias pelo formato variado e efêmero dos telejornais.

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matraca

A interação entre produção e dispêndio

5 dezembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

Goya, gravura da série “Caprichos”

Bataille, em A parte maldita – Precedida de “A noção de dispêndio”, desenvolve noções-chave dentro de seu pensamento, tais como os conceitos de dispêndio, excesso, sacrifício, luxo e sagrado. Como conta o autor, o livro foi resultado de dezoito anos de pesquisa e reflexão; dividido em cinco partes, constituiu-se como um ensaio de economia geral, uma tentativa de representar o mundo em termos gerais, distanciando-se da explicitação da economia isolada que foca suas análises na relação entre produção, lucro e acumulação. O resultado é uma reflexão sobre o modo de representação do mundo em relação ao problema do destino da energia que circula na superfície terrestre, segundo Bataille, o modo dispendioso. Na noção de dispêndio, sua análise econômica encontra seu veio argumentativo principal.

“A parte maldita”, escrito em 1949, é um desenvolvimento do ensaio “A noção de dispêndio”, publicado de 1933. Em conjunto, ambos tratam, através da economia política, de estabelecer bases sólidas para que Bataille pudesse pensar, em 1957, o conceito de erotismo como chave de leitura da totalidade inacabada humana. O “dispêndio improdutivo” aparece aqui como fundamento da investigação humana. A noção de inutilidade que acarreta, gerada pelo gasto, pela perda de dinheiro ou de energia, é profundamente ligado à noção de erotismo posteriormente desenvolvida pela autor.

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lançamentos

Trágico e irônico, cheio de subentendidos

4 dezembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

Filho e neto de pianistas apaixonados por música clássica, Jean Echenoz leva das partituras para a literatura o rigor preciosista. Seu último romance, 14, publicado pela editora 34 com tradução feita por Samuel Titan Jr., é um artefato de concisão perfeita, a apresentar um panorama da Primeira Guerra Mundial. Echenoz disse, em entrevista, escrever com imagens, dentro de um método visual que mistura imaginação e linguagem; a precisão dessas imagens, bem como dos ângulos pelos quais são apresentadas e desenvolvidas, é, neste livro, notável. O escritor, vencedor do Prêmio Goncourt de 1999 e um dos mais respeitados nomes da literatura francesa contemporânea, em 14 retrata, ao longo de quinze breves capítulos, a guerra a partir das histórias individuais de cinco amigos e uma mulher, que partem para o front sem imaginar o que poderiam esperar. A perspectiva da gente comum, que se viu entregue à própria sorte, sem saber se sobreviveriam à longa matança e se viriam a recomeçar suas vidas, um dia, é delineada por Echenoz em um estilo apurado, avesso a toda ênfase sentimental ou épica. A narrativa mostra a separação entre a euforia dos primeiros dias, em meio à qual acreditava-se que seria uma questão de dias até que a guerra acabasse, e o longo horror das trincheiras. O livro conquistou a crítica, foi um sucesso de vendas e é considerado uma obra-prima.

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matraca

O humor como ética histórico-social

3 dezembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

Picasso, 1924.

Em Raízes do riso – A representação humorística na história brasileira: da Belle Époque aos primeiros tempos do rádio, o historiador Elias Thomé Saliba perpassa a história do Brasil sob o prisma do riso enquanto invenção histórica e representante de valores. Analisando como o humor criou-se no Brasil, desde o final do século XIX até a década de 1940, o livro mostra a relação entre a produção humorística brasileira e o processo de modernização do país através da participação na criação de um novo jornalismo e no desenvolvimento de novos meios de comunicação, e como, pelas inovações no uso da língua esta produção também aproximou a cultura escrita da tradição oral.

Saliba analisa o humor na imprensa diária ou semanal, nos palcos dos teatros de revista, nas gravações de discos, filmes e programas de rádio. O período que sua pesquisa cobre, aponta o destaque que a produção humorística teve na vida nacional, ainda que jamais tenha feito parte do cânone de consagração da chamada alta cultura. Ainda que não reconhecidos como tal, as críticas irreverentes dos humoristas, suas brincadeiras com a linguagem e com os costumes, formaram a crônica de um período de profundas transformações históricas no Brasil e inclusive contribuíram para moldar uma identidade brasileira.

O texto de Saliba é todo intermeado por divertidas anedotas e caricaturas, oferecendo um ponto de vista original sobre a visão de mundo dos brasileiros através de seu senso de humor.  Continue lendo

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Artes Plásticas

Cem anos de Iberê

2 dezembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

Iberê Camrgo, pintura da série “Carretéis”

Em homenagem ao centenário do nascimento do artista plástico Iberê Camargo (1914 – 1993), acaba de ser lançado, pela CosacNaify, o livro Cem anos de Iberê, organizado pelo crítico de arte e curador Luiz Camillo Osorio, responsável pelo texto de apresentação e pela seleção das mais de duzentas imagens que compõem o volume. Osorio traça um panorama retrospectivo da obra de Iberê, reunindo gravuras, desenhos e sobretudo pinturas. O livro conta também uma rica sugestão bibliográfica e com a reunião de treze textos curatoriais, escritos para exposições do artista realizadas pela Fundação Iberê Camargo.

Iberê é certamente um dos maiores nomes da arte brasileira do século XX. Sua obra é pungente, é material e formalmente dramática. Estruturada por uma poética complexa, cuja resistência confere um caráter dialógico a cada movimento plasmado no papel, na chapa, na tela, sua obra estabelece uma relação profunda entre a construção e a expressividade. Suas soluções formais transformam a matéria bruta em afirmações profundas.

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Literatura

Romance histórico do Goiás

1 dezembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

“Zé do Carmo não conciliava o sono. Cismava dentro da escuridão. Davam cambalhotas pela sua cabeça os mais desencontrados pensamentos. Lembrava-se de tempos longinquos, quando era bem jovem. Como tinha sido bom o seu tempo de barqueiro! Forte, peito largo, bom no remo e no varejão, batuta numa cúia de jacuba!”

Almeida Junior, “Caipira picando fumo”, 1893

Pium, romance de Eli Brasiliense (1915 – 1998), foi publicado pela primeira vez em 1949. Premiado com a Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos, é atualmente um livro pouco comentado. Sua relevância literária e histórica, contudo, desenha-se pela análise de seu papel na formação de uma literatura goiana regional. A obra, voltada aos problemas do garimpo, ao ambiente degradado de suas áreas, é considerado o primeiro verdadeiro romance surgido nas terras de Goiás. Segundo José Godoy Garcia – em Aprendiz de feiticeiros: estudos críticos [1997] – trata-se de “uma obra que pode ombrear-se com as melhores de muitos romancistas de renome (e estou me lembrando da obra de Zé Lins do Rego)”.

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matraca

O pensamento metafórico

28 novembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

Wesley Duke Lee

Linguagem e mito, de Ernst Cassirer (1874 – 1945), foi publicado originalmente em 1924. Sua primeira e talvez definitiva tradução no Brasil foi feita por Anatol Rosenfeld e publicada em 1972.

Cassirer pensa a linguagem e o mito como correspondentes de uma mesma maneira de pensar, grosso modo, metafórica.

Argumentando a partir de trabalhos filosóficos e filológicos, ele começa sua investigação questionando a possibilidade de leitura da essência de cada configuração mítica enquanto intimamente relacionada ao nome, colocando sob análise a identidade latente entre o nome e a coisa. Reflete sobre a delimitação da essência em conceitos, baseando-se em noções kantianas, das quais decorre-se que as formas intelectuais devem ser tomadas não como representações ou símbolos, mas como geradoras de seu próprio mundo significativo.

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lançamentos

O bonito do feio, do desviante, do errado

27 novembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

Grotesco, irônico, filosófico, jocoso: complexo; Graça infinita, de David Foster Wallace (1962 – 2008), é um dos acontecimentos literários mais aguardados e comentados do ano. Publicado originalmente em 1996, o aclamado Infinite Jest finalmente ganha uma – ótima – edição no Brasil, pela cuidadosa tradução de Caetano Galindo.

O autor debruçou-se sobre esta, que é considerada sua obra-testamento, por mais de uma década. Foi seu segundo e último romance, cultuado por sua bem-humorada e satírica densidade e profundidade.

gravura de Delacroix

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lançamentos

Investigação, metafórica

26 novembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

Xilogravura japonesa [Ukiyo-e] erótica [shunga] de Katsuhika Hokusai

Certa noite, Shizuka Kanai relembra em retrospecto a tomada de consciência da própria sexualidade. Vita sexualis, de Ogai Mori, acompanha essa linha de pensamento íntimo sob a forma de diário, ao longo de uma narrativa que é considerada patrimônio cultural pela Unesco, pois traça um panorama vasto da maneira como a vida íntima era tratada no Japão na década de 1910. Autobiográfica, a história acompanha o desenvolvimento sexual do protagonista, desde as mais tenras e inocentes experiências, aos seis anos, até seu encontro com uma cortesã profissional, aos vinte e um anos, quando sai do Japão para estudar na Alemanha. Toda a narrativa, porém, ocorre sob o signo da discrição tipicamente japonesa da época. A obra não tem o erotismo que seu título sugere, antes explora o conteúdo psicológico de observações e reflexões do protagonista.

O livro é mais do que uma lasciva novela erótica, sua riqueza, sobretudo enquanto história social, de valores e costumes, é notável. Continue lendo

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Artes Plásticas

A arte fotográfica e a fotografia artística

25 novembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

Gabriel Orozco, “Extension del reflejo”, 1992

A fotografia como arte contemporânea revê a história da fotografia artística e a analisa em relação ao cenário das artes nas últimas décadas. A autora, Charlotte Cotton, é diretora de criação do Museu Nacional da Mídia do Reino Unido e já foi curadora de diversas exposições de fotografia contemporânea. O livro recompõe historicamente a gradual centralização da fotografia como objeto, meio e linguagem no cenário artístico contemporâneo. Cotton aborda o trabalho de artistas que utilizam em seus trabalhos as propriedades físicas e materiais da fotografia, tomando-as como veículo ou mesmo apenas como um componente dentro de uma atividade pan-midiática. A autora analisa a obra de artistas consagrados, tais como Isa Genzken e Sherrie Levine, e de uma geração mais jovem, representada por nomes como Florian Maier-Aichen, Anne Collier e Walead Beshty, para citar apenas alguns poucos exemplos dentre a versatilidade, bem explorada ao longo do livro, da fotografia artística nos século XX e XXI.

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matraca

Palavras visíveis

24 novembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

“O que faço com as palavras é fazê-las explodir para que o não verbal apareça no verbal”.

fotografia de Frédéric Brenner

O livro Pensar em não ver: escritos sobre a arte do visível, do filósofo francês Jacques Derrida, reúne ensaios sobre desenho, pintura, fotografia, cinema, videoinstalação.

Trata-se de uma coletânea inédita de textos do filósofo, publicados originalmente em algumas renomadas revistas de arte francesas, como a Cahiers du cinéma ou a Contretemps. A reunião dos ensaios realizada neste volume é um feliz acontecimento intelectual, pois tratam-se de textos esparsos que encontravam-se esgotados e dificilmente acessíveis. O volume traz ainda duas conferências nunca publicadas.

São textos escritos ao longo de vinte e cinco anos, de 1979 a 2004, e que configuram-se como testemunhos da reflexão sobre o primado filosófico do visível na arte; também sobre o deslocamento desta reflexão para questões de língua e linguagem, de palavras e de escrita.

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lançamentos

O problema está em saber quem é que manda.

21 novembro, 2014 | Por Isabela Gaglianone

fotografia de Martin Parr

Gilberto Dupas identificou O mito do progresso: constantemente renovado por um aparato ideológico capaz de fundamentar a ideia de que a história teria um destino certo e glorioso; o cientista social, neste ensaio, analisa a quem o progresso serve e quais são seus riscos e custos de ordem social, ambiental e em termos de sobrevivência da espécie. Dupas busca, assim, levantar elementos que desconstruam o discurso hegemônico sobre a globalização associada à ideia de progresso necessário. Seu texto aponta os problemas deste progresso, mostra-o como discurso dominante das elites globais, que traz consigo exclusão, concentração de renda, subdesenvolvimento, danos ambientais, restrição dos direitos humanos essenciais, riscos decorrentes da microbiologia e da genética, bem como graves dilemas éticos e morais. O tão falado “progresso” é um mito. Uma construção ideológica, que valida interesses econômicos e políticos restritos.

Lançado originalmente em 2006, o livro acaba de ser republicado pela Editora Unesp.

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